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Bento Espinosa (1632-1677) nasceu em Amesterdão, em 24 de novembro de 1632. Filho de uma família de judeus portugueses emigrados na Holanda, destinaram-no a ser rabino (chefe religioso da sinagoga), onde tomou contacto com a Bíblia, o Talmude, a filosofia e a teologia judaicas. Mas cedo foi assaltado pela dúvida acerca do dogma e da religião. Excomungado e expulso da sinagoga vai viver para Haia, em 1664.

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Pensador solitário mas altivo, era todavia modesto nas suas ambições e no modo de viver com simplicidade e discrição. O seu ofício é o de polidor de lentes, tão em voga naquela época em toda a Holanda.

 

Amigo de João de Witt é a ele que dedica o «Tratado Teológico-Político» e o «Tratado Político». A maior obra de Espinosa é a «Ética». Nela o autor procede à maneira dos geómetros, através de teoremas, corolários e demonstrações, numa ordem estritamente dedutiva a partir de alguns axiomas.

 

As suas especulações conduzem-no diretamente ao panteísmo. Para ele, não existe senão uma substância, Deus, cujo pensamento e extensão são os seus atributos. Deus é a única causa, é a omnipotência infinita e o Ser único, o todo. A natureza é a sua manifestação.

 

No seu «Tratado Político», Espinosa aproxima-se do pensamento de Hobbes, do qual sofreu influência. Para ele, «a sociedade racionaliza os homens e eleva-os». No conhecimento intelectual, os nossos apetites e desejos encontram o seu sentido natural que é o de se enriquecer de ser das outras essências, possuindo-as na sua inteligibilidade essencial.

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