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A partir do 4º milénio antes de Cristo, os Egípcios cultivam o maior oásis do mundo, fita verde no coração do mais árido deserto de África.

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«O Egito é um dom do Nilo», escreverá o historiador grego Heródoto a propósito deste país que conheceu a mais longa civilização da história.

 

Prodígio inexplicado até ao século XIX da nossa era, o Nilo, cujas nascentes se encontram na zona equatorial, cresce de tal modo durante a estação das chuvas que todos os verões alaga os vales do Sudão e do Egito. Ao retirarem-se, as águas deixam um lodo fértil. A irrigação é então possível ao longo de todo o ano graças a uma organização minuciosa tão antiga como a civilização egípcia.

 

Os Egípcios agradecem escrupulosamente a Hâpî, o deus do Nilo, porque, se a cheia não for suficientemente grande, a fome e a penúria ameaçam todo o país.

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