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Por volta de 3000 a.C. foi conseguido um progresso decisivo na passagem para o fonetismo. O génio dos Sumérios consistiu, com efeito, em utilizar um processo tão simples como uma brincadeira de crianças: a charada. Tiveram a ideia de usar pictogramas para designar não os objetos que representavam diretamente, mas outros com um nome foneticamente igual.

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Assim, o pictograma de «flecha» (ti em sumério) designa «a vida», que se pronuncia igualmente ti. O carácter monossilábico de um grande número de palavras sumérias facilita as coisas, conferindo a cada signo um valor silábico simples: su para o carácter de mão, ab para o de vaca.

 

Este sistema é tão flexível que, com um vocabulário escrito de cerca de 600 caracteres – ou seja, menos de um terço da antiga linguagem pictográfica –, os escribas sumérios podem reduzir a escrito tudo o que é escrito na sua língua falada.

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