Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Algebrista egípcio (850-930). Pouco se conhece da sua biografia.

Abu-Kamil-Shuja-644x644.jpg

A sua álgebra, como a de al-Khãrizmi, compreendia até às equações do segundo grau. Ele calculou com as quantidades irracionais. Foi o primeiro árabe a empregar com facilidade as potências superiores a dois.

 

Apesar de empregar demonstrações geométricas, os seus métodos eram essencialmente algébricos. Conseguiu realizar uma síntese entre as antigas práticas babilónicas e a teoria grega.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Blaise Pascal (1623-1662) perde a sua mãe aos três anos e é educado pelo pai, Estêvão Pascal. Desde muito cedo mostrou uma precocidade incrível, só comparável em música à de Mozart.

xDrjyWD.jpg

Aos dezesseis anos escreve o seu tratado das cómicas e aos dezenove a máquina de calcular. Aos vinte e três anos começa os seus trabalhos sobre o vácuo, sem ainda conhecer as experiências de Torricelli.

 

Em 1651, dá-se o falecimento do pai de Pascal e em 1652 sua irmã Jaquelina professa em Port-Royal. À semelhança de Descartes, também Pascal tem a sua «noite», a de 23 de novembro de 1654 consignada no «Memorial», noite de comunhão mística, após a qual ele entra em Port-Royal-des-Champs.

 

Nas suas «Cartas Provinciais» provoca um acerbo debate entre jesuítas e jansenistas. Além dos «Opúsculos», pequenas obras de circunstância, legou-nos esse conjunto de notas, fragmentos, ideias e citações que ostentam o título de «Pensamentos».

 

Na sua primeira parte, a «Miséria do Mundo sem Deus», ele procura e obriga o leitor a observar autenticamente a sua vida, o seu ser e descobrir nela a desgraça, e a ansiedade para além da solicitação do «divertimento».

 

Quando medita sobre a natureza do homem, descobrem-se excertos como este: «O homem não é senão disfarce, mentira e hipocrisia para si mesmo como para os outros. Não quer que se lhe diga a verdade e evita dizê-la aos outros...» «Constato que se todos os homens soubessem o que dizem uns dos outros não haveria quatro amigos no mundo. Isto acontece em virtude das querelas causadas pelas relações indiscretas que às vezes estabelecemos»...

 

Quanto ao problema da morte, escutemos este texto admirável: «Imaginemos numerosos homens acorrentados diariamente à vista uns dos outros; os que ficam, vêem a sua própria condição na dos seus semelhantes e, olhando-se, sofredora e desesperadamente, aguardam a sua vez. É a imagem da condição humana».

Autoria e outros dados (tags, etc)

Paul de Gondi (1614-1679), cardeal de Retz, foi coagido por seu pai a ordenar-se sacerdote. Durante o período da Fronda, as suas «Memórias», que são ao mesmo tempo um auto-retrato e uma narrativa dos acontecimentos de que foi testemunha, embora nem sempre imparcial. Todavia, pinta um admirável quadro da sua época com vivo interesse, principalmente quando nos descreve os retratos das personagens com quem contactou.

pierre-mignard-the-elder-portrait-(jean-françois-

Autoria e outros dados (tags, etc)

Maria de Rabutin-Chantal (1626-1696), marquesa de Sévigné, tornou o seu nome imortal, graças às missivas que escreveu a sua filha, Madame de Grignan. Esta correspondência é preciosa como meio de conhecimento da época e dos costumes do reinado de Luís XIV.

Portrait_anonyme_de_Madame_de_Sévigné_vers_1670.

Mulher de requintado espírito, mãe sentimental e afetuosa, observadora de uma sociedade de fausto e de opulência, juízo crítico de apurado equilíbrio em relação aos grandes do seu tempo, tudo isto sintetiza um talento feminino de portentosa imaginação e um sentido do descritivo do mundo interior e exterior que a rodeiam e se integram nas admiráveis «Cartas» que nos legou.

Autoria e outros dados (tags, etc)

É deveras contrastante o espírito dinâmico do Zen japonês com a China da dinastia dos Ming. A reação política que se segue ao shogunato (ou Bakufu) de Hideyochi (1598) é ao mesmo tempo feudalista e absolutista.

1200px-Iemitu.jpg

Ieyasu, um dos companheiros de Hideyochi, submete os barões e derrota os generais que pretenderam defrontá-lo. A sua entrada triunfal em Yedo (Tóquio) é a consagração final do seu poder absoluto, transformando-se assim em shogun (1603). Mantendo contudo o mikado, imperador-representativo, funda a dinastia dos Tokugawa que reinará durante dois séculos e meio.

 

O regime feudal estabiliza-se, tornando-se hierarquizado e disciplinado. Os daimios continuam a gozar das mesmas regalias políticas, participando e desempenhando funções de Estado. Tóquio substitui Kioto como capital deste arquipélago perdido no Extremo Oriente e albergando vinte milhões de habitantes.

 

O Shogun Hiodata (1616-1622) prosseguirá a obra de seu pai Yeyasu, tornando o Japão o país politicamente melhor organizado em toda a Ásia, após ter representado durante longos anos um papel de país feudal e anárquico.

Autoria e outros dados (tags, etc)



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D