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Situado no centro do país, numa encruzilhada de caminhos e pontos de passagem entre o norte e o sul, o concelho de Coimbra encontra-se disperso por um território marcado por montes, encostas e vales férteis. Um dos seus símbolos maiores é, desde há vários séculos, a universidade. Na cidade sede de município, o seu peso é esmagador. O comércio e os serviços são aqui predominantes, em contraste com a indústria.

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Durante a ocupação romana, Coimbra conheceu um desenvolvimento notável. O período romano é fértil em legados históricos, entre os quais se conta a ponte sobre o Mondego. A povoação chamava-se Aeminium e era um dos mais florescentes "oppida" do ocidente da Hispânia. Devia ocupar apenas a parte superior da colina da universidade, onde se situava o fórum, sobre um enorme criptopórtico, ainda conservado, e por onde passava a via Olissipo-Bracara Augusta.

 

Após a destruição de Conímbriga pelos suevos, em 468, Aeminium tornou-se capital da região. No século VI, ascendeu a sede do bispado de Conímbriga, nome como passou a ser conhecida.

 

Devido à sua posição geográfica privilegiada, foi um importante entreposto comercial entre o sul, islâmico, e o norte, cristão. Em 1064, seria definitivamente reconquistada aos árabes. Nos inícios da nacionalidade, viu-se transformada em capital do reino. Os reis D. Afonso Henriques, D. Sancho I, D. Afonso II e D. Sancho II tiveram ali os seus paços reais.

 

No século XII, Coimbra apresentava já uma estrutura urbana característica de outras cidades portuguesas localizadas em sítios alcandorados: a cidade alta, intramuros, designada por Alta ou Almedina, onde viviam os aristocratas, os clérigos e, mais tarde, os estudantes, e os bairros ribeirinhos, do arrabalde, a baixa.

 

A universidade nasceu através do pergaminho "Scientiani Thesaurus Mirabilis", pelo qual o rei D. Dinis criou, em 1290, os Estudos Gerais em Lisboa. Este diploma régio marcou a criação da primeira escola universitária do país e uma das mais antigas da Europa. De meados do século XVI a meados do século XX, a história da cidade girou sempre em torno da sua universidade.

 

Só no século XIX a urbe rompeu de vez com o seu casco muralhado, crescendo pelas cumeadas e ao longo dos vales. Neste século de grandes transformações, Coimbra assistiu à implantação do ensino laico, à supressão dos conventos e encerramento dos colégios e ao nascimento das repúblicas estudantis.

 

No complexo universitário estão localizados alguns dos mais preciosos tesouros da universidade, como a Biblioteca Joanina, considerada monumento nacional, a capela de São Miguel, a Via Latina, a Sala dos Capelos, a Reitoria, a Porta Férrea e o Arquivo, espécie de repositório de quase toda a documentação universitária.

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