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Clarice Lispector (1920-1977) foi uma romancista e contista, uma das figuras literárias mais importantes do Brasil, considerada entre as maiores escritoras do século XX. Esta segunda-feira, dia 10 de dezembro, a Google assinala o 98º aniversário do seu nascimento com um Doodle.

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Escapando das perseguições aos judeus que faziam parte da vida na Ucrânia e em outras partes do Império Russo no final do século XIX e início do século XX, Clarice Lispector aos cinco anos imigrou com seus pais e duas irmãs mais velhas para o Brasil. Lá sua mãe morreu cerca de quatro anos depois de sífilis, contraída por um grupo de soldados russos que a estupraram. Lispector estudou direito por algum tempo e depois assumiu o jornalismo.

 

Seu primeiro romance, «Perto do Coração Selvagem», publicado quando tinha 24 anos, foi aclamado pela crítica por sua sensível interpretação da adolescência. Em seus trabalhos posteriores, como «Uma Maçã no Escuro» (1961), «A Paixão Segundo G.H.» (1964), «A Corrente da Vida» (1973), «A Hora da Estrela» (1977) e «Um Sopro de Vida» (1978), seus personagens, alienados e em busca de sentido na vida, gradualmente ganham um senso de consciência de si mesmos e aceitam seu lugar em um universo arbitrário, mas eterno.

 

A melhor prosa de Lispector é encontrada em seus contos. Coleções como «Laços Familiares» (1960) e «A Legião Estrangeira» (1964) enfocam momentos pessoais de revelação no cotidiano dos protagonistas e a falta de comunicação significativa entre os indivíduos em um ambiente urbano contemporâneo.

Clarice Lispector alcançou fama internacional com obras que retratam uma visão altamente pessoal, quase existencialista do dilema humano e são escritas em um estilo de prosa caracterizado por um vocabulário simples e estrutura de frase elíptica. Ela é notoriamente difícil de traduzir.

 

Em contraste com as preocupações sociais regionais ou nacionais expressas por muitos de seus contemporâneos brasileiros, sua visão artística transcende o tempo e o lugar; seus personagens, em situações elementares de crise, são frequentemente femininos e apenas incidentalmente modernos ou brasileiros.

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