Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




É deveras contrastante o espírito dinâmico do Zen japonês com a China da dinastia dos Ming. A reação política que se segue ao shogunato (ou Bakufu) de Hideyochi (1598) é ao mesmo tempo feudalista e absolutista.

1200px-Iemitu.jpg

Ieyasu, um dos companheiros de Hideyochi, submete os barões e derrota os generais que pretenderam defrontá-lo. A sua entrada triunfal em Yedo (Tóquio) é a consagração final do seu poder absoluto, transformando-se assim em shogun (1603). Mantendo contudo o mikado, imperador-representativo, funda a dinastia dos Tokugawa que reinará durante dois séculos e meio.

 

O regime feudal estabiliza-se, tornando-se hierarquizado e disciplinado. Os daimios continuam a gozar das mesmas regalias políticas, participando e desempenhando funções de Estado. Tóquio substitui Kioto como capital deste arquipélago perdido no Extremo Oriente e albergando vinte milhões de habitantes.

 

O Shogun Hiodata (1616-1622) prosseguirá a obra de seu pai Yeyasu, tornando o Japão o país politicamente melhor organizado em toda a Ásia, após ter representado durante longos anos um papel de país feudal e anárquico.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Frans Hals (1582-1666) nasceu em Malines, passando mais tarde a viver em Harlem. A característica do seu génio boémio e tumultuoso espelha-se nos seus próprios quadros. Quer se trate de um indivíduo, de uma família ou de conjunto coletivo, em todas estas espécies de retratos o seu talento indiscutível e o seu tecnicismo mostra-se incomparável.

300px-Cavalier_soldier_Hals-1624x.jpg

Possivelmente nenhum pintor o igualou na arte de perpetuar os momentos fugazes da existência nos jogos fisiológicos: o sorriso, o riso, a risada ou o motejo, traduzem um alto sentido da exuberância jubilosa de viver. O pintor estudou sobretudo os rostos, as mãos, os trajes opulentos dos oficiais e os farrapos dos mendigos.

 

Entre as suas obras numerosas, distinguem-se os «Pequenos cantores» de Cassel; o «Alegre bebedor» de Amsterdão; o «Jovem pescador» de Anvers; a odiosa «Hille Bobbe, bruxa de Harlem»; a «Bela cigana», do Louvre, e o soberbo «Descartes» também do Louvre, etc.

 

O fim da sua vida foi demasiado trágico, pois acabou por morrer num asilo. Na escola de Frans Hals, o retrato torna-se uma pintura de cavalete. Dirk Hals, Van der Helst, contam-se entre os seus discípulos de maior renome.

Autoria e outros dados (tags, etc)

O autor dos «Princípios de uma Ciência Nova», cria, sem o saber, a Sociologia, e reabilita o vivido contra a razão, que é, segundo o seu parecer, uma forma tardia da evolução. O pensamento de Giambattista Vico (1668-1744) repercute-se na filosofia hegeliana, e muito mais tarde na renovação do idealismo italiano, no tempo de Beneditto Croce e de Giovanni Gentile.

Giambattista_Vico_1-800x445.jpg

Este grande filósofo da história, de origem italiana, procura através do método comparativo das ciências humanas a realidade das identidades que não procedem da razão.

 

Para o grande pensador napolitano, a história da humanidade é afetada por três fases ou idades que a definem e caracterizam: a idade dos deuses, a idade dos heróis e a idade dos homens.

 

Os primeiros governos são divinos (teocráticos); os segundos são heroicos (aristocráticos), isto é, governos dos mais fortes; sob estes governos, os direitos civis são exclusivamente reservados às categorias sociais de que fazem parte os governantes; os terceiros governos são ou serão humanos: os homens conhecem neles a igualdade perante a lei e nascem livres.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Bento Espinosa (1632-1677) nasceu em Amesterdão, em 24 de novembro de 1632. Filho de uma família de judeus portugueses emigrados na Holanda, destinaram-no a ser rabino (chefe religioso da sinagoga), onde tomou contacto com a Bíblia, o Talmude, a filosofia e a teologia judaicas. Mas cedo foi assaltado pela dúvida acerca do dogma e da religião. Excomungado e expulso da sinagoga vai viver para Haia, em 1664.

baruch-spinoza.jpg

Pensador solitário mas altivo, era todavia modesto nas suas ambições e no modo de viver com simplicidade e discrição. O seu ofício é o de polidor de lentes, tão em voga naquela época em toda a Holanda.

 

Amigo de João de Witt é a ele que dedica o «Tratado Teológico-Político» e o «Tratado Político». A maior obra de Espinosa é a «Ética». Nela o autor procede à maneira dos geómetros, através de teoremas, corolários e demonstrações, numa ordem estritamente dedutiva a partir de alguns axiomas.

 

As suas especulações conduzem-no diretamente ao panteísmo. Para ele, não existe senão uma substância, Deus, cujo pensamento e extensão são os seus atributos. Deus é a única causa, é a omnipotência infinita e o Ser único, o todo. A natureza é a sua manifestação.

 

No seu «Tratado Político», Espinosa aproxima-se do pensamento de Hobbes, do qual sofreu influência. Para ele, «a sociedade racionaliza os homens e eleva-os». No conhecimento intelectual, os nossos apetites e desejos encontram o seu sentido natural que é o de se enriquecer de ser das outras essências, possuindo-as na sua inteligibilidade essencial.

Autoria e outros dados (tags, etc)



Pesquisar

  Pesquisar no Blog



Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D